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sexta-feira, 11 de março de 2011

Direto do Além


Saramago, conversando com Vinicius e Luiz, se queixou de ainda não ter sido mencionado por este humilde blog. Luiz, já bêbado no além, corrigiu este disparate, bravejando-nos a seguinte passagem extraída do Livro “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, citado por nós outrora no inesquecível “Jornal Os Mendigos”.

 “Maria, deitada de costas, estava acordada e atenta, olhava fixamente um ponto em frente, e parecia esperar. Sem pronunciar palavra, José aproximou-se e afastou devagar o lençol que a cobria. Ela desviou os olhos, soergueu um pouco a parte inferior da túnica, mas só acabou de puxá-la para cima, à altura do ventre, quando ele já se vinha debruçando e procedia do mesmo modo com a sua própria túnica , e Maria, entretanto, abrira as pernas, ou as tinha aberto durante o sonho e desta maneira as deixara ficar, fosse por inusitada indolência matinal ou pressentimentos de mulher casada que conhece os seus deveres. Deus, que está em toda parte, estava ali, mas, sendo aquilo que é, um puro espírito, não podia ver como a pele de um tocava a pele do outro, como a carne dele penetrou a carne dela, criadas uma e outra para isso mesmo, e, provavelmente, já nem lá se encontraria quando a semente sagrada de José se derramou no sagrada interior de Maria, sagrados ambos por serem a fonte e a taça da vida, em verdade há coisas que o próprio Deus não entende, embora as tivesse criado.”

Um blog um tanto herege, não acham?
...

Obs. Luiz quando se recuperar do porre virá postar seus escritos aqui. Tanto ele como Vinícius, Marx, Engels, Maiakovski, Berthan Russell, Graciliano...
josé adil vieira júnior


Deu REDE TV na Licitação do Clube dos 13. E Agora?

blog do JUCA KFOURI 

Nem Globo, pelo menos por enquanto, nem Record, que jamais quis o futebol para valer, só quer ver a Globo se arder, mas RedeTV!

Que rugiu e levou, como no filme, “O rato que ruge”, quando um minúsculo ducado falido declara guerra aos Estados Unidos para ser absorvido e salvo, mas, por peripécias, obtém a rendição da nação mais poderosa do mundo.

E agora? O que fazer?

Por ironia, a RedeTV!, chamada nos acréscimos do segundo tempo, terá o autor do Estatuto do Torcedor, José Luís Portella, como seu negociador.

E o Bradesco e uma empresa estrangeira, que tem relações com a NBA, para respaldá-la.

Bradesco que vê aí a chance de disputar espaço com o Itaú, patrocinador do futebol global, da CBF e da Copa do Mundo no Brasil.

Se os bispos da Record mostraram mais uma vez que neles não se pode confiar, à Globo talvez caiba negociar com a RedeTV!.

Porque o Clube dos 13 promete não parar por aí.

Alega não só que cumpriu tintim por tintim o acordo que fez, junto com a Globo, no Cade, e que a emissora agora corre o risco de ser acusada de abuso do poder econômico caso procure fazer propostas melhores a cada clube dissidente, como se estivesse usando do direito de preferência do qual abdicou.
Mais: o Clube dos 13 vai procurar os clubes da Série B, para tentar melhorar o contrato com a TV de apenas R$ 30 milhões por ano até 2015.

E reforçar a ideia de formar a Liga, também com eles.

Até porque o Clube dos 13 é avalista e fiel depositário dos clubes que fizeram empréstimos já contando com o adiantamento do dinheiro da TV de 2012, com o que deram aos bancos cartas em que delegavam “poderes irrevogáveis” à entidade, argumento não utilizado até agora, mas que será utilizado a partir de agora.

Os dissidentes, por seu lado, argumentam que a Constituição lhe garanta autonomia e que nada os prende ao Clube dos 13, assim como a Globo estranha a diferença entre o discurso e o semblante do presidente do Clube dos 13 ao anunciar o vencedor da concorrência, além da falta da fiança bancária que era exigência inicial para a licitação.

Mas uma pegunta importante é a seguinte: o que farão nossos endividados clubes, dissidentes ou não, quando souberem que já há  mais R$ 300 milhões à disposição deles, os tais 20% de adiantamento do contrato de três anos que renderá R$ 1,548 bilhão só na TV aberta?

FONTE: http://blogdojuca.uol.com.br/2011/03/o-rato-rugiu/

Lio

     Lio 
Maestria, mágica, graça...
Num futebol dominado pelos medíocres
Sem talento e repletos de músculos e força
Ele destaca-se pela beleza e simplicidade
Com que trata a redonda tão maltratada...
Palavras sobram e faltam para descrevê-lo
Sobram pois são tantas suas habilidades...
Faltam, visto que nenhum adjetivo o exprime


Na frente de quase cem mil no Camp Nou,
Realiza truques impensáveis, inimagináveis
Nenhum zagueiro jamais acompanhará...
Como pode a pulga estar aqui...
E no mesmo instante estar lá
GOL!


Suspira de alegria e incredulidade a massa
Brilhantismo latino-americano, genialidade 
Messi, o melhor de todos, dá-nos prazer em vê-lo jogar,
Bailar
Passear
Atropelar
Do alto de seu 1 metro e 69 centímetros...


Alguns dizem que seu brilho só será verdadeiro
Quando esse brilho brilhar na copa do mundo...
E discordo.
O inverso é coerente.
O brilho da copa só será intenso...
Quando a pulga fizer suas travessuras por lá.


Afinal, o futebol se engrandece
A alma se rejuvenesce
O corpo se alegra
O mundo se torna nada
Ao ver o argentino ultrapassar marcadores...
Como se fossem cones
E deixar companheiros na cara do gol 
Como se usasse as mãos


Dizem os catalães...
"Barça, mais que um clube"
Tolos.
Mal sabem, que, na verdade,
Lionel, sim, é mais que um ser humano...


                                                                            Mackhnó Serpa

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulheres, mulheres, nossa singela homenagem...

   Não podia o blog, deixar de homenagear todas as mulheres do mundo nesssa data tão especial. Parabéns, mulheres de todo os cantos, de todas as cores, religiões e culturas. Afinal, nada na natureza é de tal forma tão bela, singela e especial. Afinal, quem de nós não tem uma (milhares delas...) mulher especial na vida?


            PARABÉNS A TODAS! 




                                                                                                              Mackhnó Serpa

sábado, 5 de março de 2011

Só mais um texto...

Refazendo as lembranças topei com as letras de Belchior sendo pesquisadas à fundo e enviadas por scrap. Puro delírio musical nosso, justificável apenas por uma amizade que se construía bem alicerçada.

Pra quê tênis? Sandálias? Pudor? Seu vigia faça a gentileza de olhar isso aí pra gente que Carneirinho tá ali no outro palco e vamos dançar.

O Sr. agora deve dormir, vamos ficar aqui sentados à beira da rua só vendo os inebriados passarem; não se assuste se ouvir o que não deve, prometemos falar de tudo, mas pouparemos o Sr.

Sanfoneiro bastava ter lido o bilhete; não pedimos pra cantar a mensageira. Vou tirá-la daqui antes que você a leve embora.

Aquela calçada nos parece boa. Acomodemo-nos deitados aí no chão – aproveita e conta uma história.

Salta e sai precisando dançar.

Voltamos e o lugar tá mudado. É homem beijando homem por tabela. É menino atrás de quarentona. São dias de seca sendo arrastados língua afora. Minha nossa senhora...

Vamos à praça falar dos que nos dão texto à fala.

Entre assistir fulaninho e ficar conversando no pátio eu prefiro a conversa. E você? Tantas aulas esquecidas, meu deus. Só não se pode deslembrar daquele segredo que você ficou de me contar ontem. Era de quem mesmo? Sempre chega alguém atrapalhando o clímax.

Tá, amanhã à tarde tu liga e eu venho. Nem aula tem.

Esse sorriso foi o flash? A brisa? Uma Fortaleza que se foi? Via-se na janelinha do msn que você tava querendo há tempos um carinho.

(Parágrafo mais inútil essa aí de cima. Acho-o inconveniente, tipo aquelas pessoas que só ligam naquelas horas. Deixe-me seguir pro próximo antes que acusem este de ciúmes.) 

Não xingue e se tiver de servir café não deixe fazê-lo.

Se for pra confiar em alguém que não seja desconhecido de mesa de bar, eles podem nos denunciar em guardanapos.

Podia falar de bebidas, só que eu costumo chorar e querer ficar sozinho (ou não) quando trato desses assuntos. Melhor deixá-los.
 ...

Todos têm o que dizer. E eu que mais deveria falar, viro-me e não desce uma sílaba sobre você. Era pra falar de bem, dos porquês e explanar o que se passa. Mais que lembranças.

Era... Mas muita coisa não se explica.

“Se eu tiver que lutar, vou é lutar por ela.
Se eu tiver que morrer, vou é morrer por ela.
Seu eu tiver que ser feliz,
Você vai ter que ser feliz também.”

josé adil vieira júnior

quinta-feira, 3 de março de 2011

Jessiêr Quirino : arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção.





Mané Cabelim inventou de se engraçar com uma baiana dançarina de axé. Levou esculhambação do compadre...

...

Avisos: Raro leitor, nas próximas horas, irei postar um texto sobre Direito do Consumidor. Embora necessariamente tenha que me remeter a argumentos jurídicos, esta não será a intenção. O objetivo é falar um pouco dos vários direitos que o consumidor possui e, muitas vezes, não sabe. Como, por exemplo, a problemática acerca da legalidade dos cortes de água e energia, questões sobre a garantia que todo produto e serviço tem, o direito de devolver o produto que foi comprado pela internet, simplesmente porque não foi do agrado do comprador. Enfim, coisas corriqueiras.

Sobre o texto que meu amigo Danton Mackhnó postou, falando do Videla, eu pretendo depois fazer outro, em resposta, falando especificamente da Impunidade dos envolvidos na ditadura de 64. Abraços!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Brasil em uma imagem...


 NÃO É?


                                                                                                    Foto por.: Alisson Assunção

                                                                                                                  Mackhnó Serpa

terça-feira, 1 de março de 2011

Colunista conta como foi o processo de criação e decadência do Clube dos 13



O QUE SURGIU PARA SER A LIGA BRASILEIRA SOFRE EXATAMENTE POR TER DESPERDIÇADO SEU MELHOR MOMENTO

JUCA KFOURI

Conto aqui o que vi, e poucas coisas vi tão por dentro em minha vida de jornalista como o nascimento do Clube dos 13 e da Copa União.

Como vi o começo lento e gradual de sua decadência.

Curiosa e dramaticamente, sua implosão se dá quando parecia ressurgir, embora, agora, pareça mais que tenha sido aquela famosa melhora do doente antes de morrer.

Eu era diretor da “Placar” à época em que tudo começou, e o apoio da revista foi tão vigoroso que a taça da Copa União foi encomendada e paga por esta ao artista plástico Carlos Fajardo.
 
E entregue primeiramente ao Flamengo -e depois a Zico, quando ele se despediu do futebol, porque a Copa não resistiu aos conchavos da cartolagem.

A resposta dos 13 maiores clubes do país à falência da CBF, que abdicara de organizar o Campeonato Brasileiro de 1987 por falta de recursos, foi pronta e eficaz: partiu para fazer seu próprio torneio e obteve o apoio da Globo, da Coca-Cola e da Varig.

Registre-se desde logo que o Brasileirão de 1987 não teria o Sport, que não ficara entre os 24 primeiros em 1986, mas em 27º lugar.

Era para ser o embrião da Liga Brasileira de Futebol Profissional. Nasceria cinco anos antes da Liga Inglesa, a famosa Premier League.

Como em toda revolução, houve injustiças e excessos.

As injustiças contra o Guarani e o América, segundo e quarto colocados em 1986.

Verdade que o time campineiro e o carioca não estavam entre os 16 primeiros do ranking nacional, ao contrário dos 13 fundadores do Clube.

Os excessos ficaram por conta de tentar, sem conseguir, porque proibido pela Fifa, pintar marcas de patrocinadores no gramado.

Já o sucesso foi tamanho que a média de público passou de 20.800 torcedores, a segunda maior de todos os tempos, superada apenas pela de 1983, com quase 23 mil pagantes por jogo. Se forem somadas as quantias provenientes dos patrocínios da Copa União, a média praticamente dobra e atinge padrão europeu dos bons tempos.

A conquista do Flamengo foi algo tão indiscutível que o Conselho Nacional dos Desportos, o velho CND, a reconheceu incontinenti, diferentemente do que veio a acontecer mais tarde pelo Tribunal de Justiça Federal em Pernambuco.

Sim, a CBF quis mudar as regras com o jogo já em curso.

Mas, para 1988, a situação mudou, fruto de um acordo feito pelo presidente do Clube dos 13 e do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, pelo presidente do CND, Manoel Tubino, e pelo vice-presidente da CBF, mas verdadeiro comandante da entidade, Nabi Abi Chedid, com o aval do presidente do Flamengo, Márcio Braga.

E contra o que pensava a direção da Rede Globo.

Por meio de seu diretor de esporte de então, Ciro José Gonzales, de quem divergi muitas vezes, mas que sempre gostou e quis o melhor para o futebol, o número um da emissora, José Bonifácio de Oliveira, o Boni, mandou dizer que a Globo daria respaldo para que a rebeldia dos clubes fosse em frente, sem acordo com a CBF.

Só que prevaleceu o velho espírito conciliatório nacional.

E jamais me esquecerei do olhar perplexo de minha filha ao entrar em casa na volta da escola e ver a figura de Chedid na sala, local escolhido pelas partes como neutro e a salvo de assédio.

Ao recuar, o Clube dos 13 começou a esmorecer.

E chegou a ganhar de mão beijada a Copa João Havelange para organizar em 2000, porque a Justiça impediu que a CBF organizasse o Brasileiro sem a presença do Gama, em memorável batalha judicial vencida pelo inexpressivo clube candango.

Ganhou, mas não soube organizá-la com competência, a ponto de o torneio ser decidido em São Januário com superlotação, queda de alambrado e cerca de 160 feridos, o que obrigou a realização de novo jogo, já em 2001, entre Vasco e São Caetano.

De lá para cá, cada vez mais o C13 se transformou apenas em uma agência negociadora de direitos de transmissão, com episódios lastimáveis, como em 1997, quando foi fechado negócio com o SBT, na casa de Sílvio Santos e, em seguida, em meio a rumores desairosos, voltou-se atrás para manter a parceria com a Globo.

Então, o principal executivo do SBT, Luciano Calegari, em entrevista à revista “IstoÉ”, chamou a CBF de “máfia” e perguntou: “Quando é que dá para acreditar em presidente de clube?”.

Eis que, neste ano de 2011, quando o Cade permitiu as condições para que se inaugurasse uma nova maneira de negociar, com chances claras de se aumentar ponderavelmente as receitas por meio de uma concorrência como nunca houve, tudo rui.

O C13 vai ao Cade amanhã e promete levar documentos que provam compra de votos na eleição que pôs a CBF em choque com Fábio Koff.

Fato é que o racha está posto.

E de maneira tão indecorosa para alguns dos protagonistas que o que fica ainda mais claro é que se trata de uma guerra sem mocinhos.

Na qual o futebol brasileiro morre no fim.

FONTE: http://blogdojuca.uol.com.br/2011/03/nascimento-e-agonia-do-clube-dos-13/

Quase metade dos estádios-sede tem problemas com tribunais de Contas


Dos 12 estádios brasileiros que serão sede da Copa do Mundo em 2014, cinco correm o risco de, após o evento, ficarem ociosos
01/03/2011
Pedro Peduzzi
Agência Brasil



Dos 12 estádios brasileiros que serão sede da Copa do Mundo em 2014, cinco correm o risco de, após o evento, ficarem ociosos, em função da baixa quantidade de público para os jogos locais. Além disso, cinco estádios têm ou tiveram problemas com os tribunais de contas estaduais. As conclusões fazem parte do relatório que o Portal 2014 divulgará na quarta-feira (02).

O Portal 2014 foi criado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) com o intuito de dar transparência e tornar público o andamento das obras nos estádios que sediarão jogos da Copa no Brasil. De acordo o documento, ao qual a Agência Brasil teve acesso, Brasília, Cuiabá, Fortaleza, Manaus e Rio de Janeiro têm ou já tiveram problemas com o Tribunal de Contas da União.

Os consultores do portal apontaram os estádios que passam por obras em Brasília, Cuiabá, Manaus, Natal e Recife como candidatos à ociosidade, após os jogos, pois o futebol local apresenta pouco público. Os consultores do Sinaenco (arquitetos, engenheiros) e técnicos de tribunais de Contas classificam de "elefantes brancos" essas obras, citadas no relatório.

Segundo membros do Sinaenco, o documento serve de consulta extraoficial até para autoridades do Ministério dos Esportes. A versão mais recente dele será apresentada na quarta-feira e conterá uma análise detalhada do andamento das obras em todos os 12 estádios que vão sediar jogos da Copa. O levantamento foi feito a partir de visitas recentes de especialistas aos locais.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou, em 2010, a linha de crédito ProCopa Arenas, que disponibiliza financiamento de R$ 400 milhões para cada estádio da Copa. Esse financiamento corresponde a até 75% do valor da obra.

Até agora, cinco cidades-sede conseguiram a aprovação de linhas de crédito no banco. Já tiveram os recursos liberados Cuiabá (R$ 393 milhões), Fortaleza ( R$ 351,5 milhões) e Salvador (R$ 323,6 milhões).

A pedido do Ministério Público do Amazonas e do Federal, Manaus (R$ 400 milhões) teve apenas parte da verba liberada (R$ 15 milhões) para a contratação do projeto executivo. O Rio de Janeiro também apenas parte do valor financiado (20%) foi liberado, após solicitação do TCU ao BNDES.

FONTE: http://www.brasildefato.com.br/node/5803